domingo, 8 de maio de 2016

Prioridades pastorais e recomendações paroquiais



O Bom Samaritano da Humanidade

Nada chama mais a atenção na atividade de Jesus do que as suas reações diante das pessoas que eram reconhecidas pela sociedade de seu tempo como pecadoras. (Jo 8, 11). Todas as suas atividades e encontros trazem a marca do perdão e da misericórdia. Jesus modifica todo um modo de se relacionar com os que a sociedade rejeita. É claro que Ele não aceita o pecado, mas de jeito nenhum quer perder o pecador. “Eu não vim ao mundo para condenar, mas para salvar” (Jo 12, 47). No plano de Jesus há lugar para todos, ninguém é deixado de lado.

Como o samaritano da parábola contada por Jesus, sua capacidade de acolhida e compaixão se expressam de uma desafiadora diante dos mais fragilizados. Sejam estes pecadores públicos, doentes, endemoninhados, pobres ou excluídos. Chega a escandalizar a religião de seu tempo ao afirmar que sua vinda ao mundo foi justamente por conta destas pessoas: “Não vim para os sãos, mas para os doentes” (Mc 2, 17). Jesus não se cansa de mostrar que todas as pessoas sempre devem ter direito a uma segunda chance e que Ele, age como samaritano da humanidade reerguendo os que foram subjugados por uma estrutura de pecado. Para Jesus todas as pessoas podem se converter e Nele assumir uma vida nova (Mt 18, 21-22). 

Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai. O mistério da fé cristã parece encontrar nestas palavras a sua síntese. Tal misericórdia tornou-se viva, visível e atingiu o seu clímax em Jesus de Nazaré. O Pai, “rico em misericórdia” (Ef2, 4), depois de ter revelado o seu nome a Moisés como “Deus misericordioso e  clemente, vagaroso na ira, cheio de bondade e fidelidade” (Ex34, 6), não cessou de dar a conhecer, de vários modos e em muitos momentos da história, a sua natureza divina. 

Na “plenitude do tempo” (Gl4, 4), mandou o seu Filho, nascido da Virgem Maria, para nos revelar, de modo definitivo, o seu amor. Quem O vê, vê o Pai (cf. Jo14, 9). Com Precisamos sempre de contemplar o mistério da misericórdia. É fonte de alegria, serenidade e paz. É condição da nossa salvação. Misericórdia: é a palavra que revela o mistério da Santíssima Trindade. Misericórdia: é o ato último e supremo pelo qual Deus vem ao nosso encontro. Misericórdia: é a lei fundamental que mora no coração de cada pessoa, quando vê com olhos sinceros o irmão que encontra no caminho da vida. Misericórdia: é o caminho que une Deus e o homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado (Misericordiae Vultus, 1-2)

Algumas metas para 2016...

PASTORAL DA CRIANÇA

A Pastoral da Criança, organismo de Ação Social da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), vem sendo apontada como uma das mais importantes organizações de todo o mundo a trabalhar em saúde, nutrição e educação da criança do ventre materno aos seis anos de vida, envolvendo necessariamente famílias e comunidades.

A semente deste serviço foi lançada em maio de 1982, por Dom Paulo Evaristo Arns, Cardeal Arcebispo de São Paulo, e Mr. James Grant, então Diretor Executivo do UNICEF, em Genebra, durante debate sobre os problemas da pobreza e a paz no Mundo. No ano seguinte, a CNBB confiava a tarefa de criação e desenvolvimento da Pastoral da Criança a Dom Geraldo Magella Agnelo, então Arcebispo de Londrina - PR, hoje Secretário da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos da Santa Sé, e à médica pediatra e sanitarista Dra. Zilda Arns Neumann.

Em setembro de 1983, a Pastoral da Criança iniciava suas atividades no Município de Florestópolis, no Paraná. Hoje, presente em todo o Brasil, a Pastoral da Criança criou metodologia própria e desenvolveu uma mística de fé e vida, tendo como centro a criança dentro do contexto familiar e comunitário.

O Que Faz

A base de todo o trabalho da Pastoral da Criança são a comunidade e a família. A dinâmica consiste em treinar líderes comunitárias, que moram na própria comunidade, para a mobilização das famílias em atividades de combate à mortalidade infantil e de melhoria da qualidade de vida familiar.

O trabalho da líder é o de acompanhar gestantes e crianças carentes de até seis anos de idade, ensinando as mães e demais familiares ações básicas de saúde, nutrição e educação, envolvendo especialmente a vigilância nutricional e o desenvolvimento integral da criança, além de outros cuidados.

A Pastoral da Criança desenvolve uma ação direta com as famílias, sem depender de estrutura local. Cada uma de suas milhares de líderes visita cerca de 20 casas vizinhas, a quem dá apoio e acompanhamento constante.

A PASTORAL DA PESSOA IDOSA

A Pastoral da Pessoa Idosa tem por objetivo assegurar a dignidade e a valorização integral das pessoas idosas, através da promoção humana e espiritual, respeitando seus direitos, num processo educativo de formação continuada destas, de suas famílias e de suas comunidades, sem distinção de raça, cor, profissão, nacionalidade, sexo, credo religioso ou político, para que as famílias e as comunidades possam conviver respeitosamente com as pessoas idosas, protagonistas de sua auto-realização.

PASTORAL DA VISITAÇÃO E ESPERANÇA

Os Ministros da Visitação e da Esperança têm a missão de estabelecer laços com as pessoas que se encontram em uma região de toda a grande área paroquial. Sua primeira atividade é, como o próprio nome diz, visitar, ir ao encontro das pessoas. Mas, a partir das visitas, estabelecer laços, ouvir alegrias e tristezas, ver o que é preciso, encaminhar para os demais grupos e serviços da comunidade. 

Antes de tudo, o Ministério da Visitação é um gesto de solidariedade, imitando o exemplo do Filho de Deus durante toda a sua vida. Sua bondade e seu amor pela humanidade contagiaram a todos. Inspirado em Jesus, o Ministério está sempre em busca do bem integral de cada pessoa. A visitação sempre respeita os valores e louva a pessoa de Cristo. A fraternidade é essencial nessa missão. É preciso estar sempre disposto a fazer algo bom e útil, além de ajudar os visitados.

PASTORAL DA SOBRIEDADE

A Pastoral da Sobriedade é uma ação concreta da Igreja que evangeliza pela busca da Sobriedade como um modo de vida. Pela Terapia do Amor trata todo e qualquer tipo de dependência. Propõe mudança. Valoriza a pessoa humana.

PASTORAL DA JUVENTUDE

O eixo da Pastoral da Juventude são os pequenos grupos de base. Estes grupos que criam laços, confrontam a vida com o evangelho e formam lideranças jovens para o engajamento na Igreja e na sociedade.

Recomendações:
 
A Liturgia

A Sagrada Liturgia é um modo privilegiado de intimidade com nosso Deus. E de maneira irrevogável, intransferível, o Sacramento da Eucaristia constitui o sublime tesouro da Igreja, pois nela, celebramos o Sacrifício Pascal de Cristo que nos foi entregue. Para tanto, a Igreja possui uma estrutura litúrgica estabelecida e que não deve se tornar pesada por conta de excessos que durante muito tempo receberam o nome de inculturação.

Muitos esforços promoveram uma renovação da vida litúrgica de nossa paróquia, de forma que a cada dia, nossa liturgia tem sido reflexo do que a Igreja celebra porque ninguém tem autoridade para modificar aspectos constitutivos da Sagrada Liturgia. (Paróquia São Pedro e São Paulo, 4 de agosto de 2011)

A celebração da Missa é o memorial da morte e ressurreição de Jesus. Não é apenas uma recordação do que aconteceu há tantos anos atrás. Não é um teatro e nem uma representação. Mas em cada celebração da eucaristia, atualiza-se nos nossos altares aquele único e supremo sacrifício de Cristo na cruz. Por isso a Eucaristia deve ser celebrada com muito respeito e devoção. Devemos evitar dois exageros na celebração:          

 - o legalismo, que é o apego às normas, um rigorismo fechado não dando lugar a uma criatividade sadia prevista pelas normas litúrgicas     

 - o liberacionismo, que desconhece ou passa por cima das normas litúrgicas, desrespeita o essencial da celebração, confunde criatividade com novidade, invencionices e caprichos pessoais.

2.      Disposições gerais

* Os participantes da equipe de celebração devem ter um especial cuidado com a roupa: vestidos muito curtos ou decotados, bermudas, camisas de clubes de futebol, camisetas com estampas de bandas de rock, chinelos etc. Os MECEs tenham sempre vestes limpas.

* Na celebração da Eucaristia há várias atribuições e funções. Cada um deve fazer o que lhe compete, cumprir a sua obrigação sem invadir o que é de competência de outro.

* A equipe de celebração deve informar o padre que presidirá a missa, sobre o que será feito: cantos, procissões. Tudo deve ser feito em sintonia, união e comunhão. Isto pode ser feito mediante o roteiro da missa, a ser preenchido com antecedência e entregue para o padre antes do início da celebração.

3 - AS ATIVIDADES

3.1- A Equipe de Acolhida

A equipe de acolhida, onde houver, deve chegar antes ao local da celebração para acolher as pessoas que chegam. A acolhida deve ser feita com alegria, simpatia e simplicidade. Tudo com muita naturalidade. As desavenças pessoais que representam um escândalo, não devem dificultar um sorriso e um aperto de mão à porta da igreja. Cabe à equipe de celebração acompanhar os idosos até o banco; providenciar um lugar para as mães com crianças de colo ou para as grávidas. É também dever da equipe de acolhida fazer com que as pessoas entrem na igreja e não fiquem paradas na porta. Sempre que necessário, a equipe de acolhida poderá organizar as procissões, principalmente a das ofertas. No final da celebração a equipe estará na porta da igreja agradecendo a presença das pessoas e convidando para a próxima celebração.

3.2 - Os coroinhas
É muito louvável que haja coroinhas. Mas eles devem ser instruídos. Por exemplo, explicar-lhes que devem levar ao altar primeiramente o cálice, os cibórios com hóstias a serem consagradas e depois o vinho e a água. O trabalho principal deles é servir o altar. Cabe a eles trazer ao altar as ofertas do pão e do vinho, quando não houver procissão das ofertas. Também cabe a eles segurar as velas ao lado do padre na hora da leitura do Evangelho.

3.3 – Motivação

A tarefa principal dele é ajudar a comunidade a celebrar dignamente. Por isso, deve estar bem preparado, e não ser um simples leitor do folheto. Deve estar vestido com sobriedade. Em nossa Paróquia retiramos os comentários mas cabe as boas-vindas aos presentes, mas com naturalidade e não insistindo para que o povo responda, assim: "Não ouvi! Bom Dia a todos!"

3.4 - Os MECEs

Os Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística, como o nome diz, devem auxiliar o padre na distribuição da comunhão aos fiéis durante a celebração. Não devem ocupar o lugar dos coroinhas. Depois do Pai-nosso, já devem buscar os cibórios do sacrário e deixá-los no altar. Não é função dos MECEs procurar locais para as pessoas sentarem, ou menos ainda gesticularem pedindo às pessoas que venham até lugares vazios.

3.5 - Os Cantores

O canto na liturgia é sempre uma oração. É preciso cantar com o coração e não dar um show ou fazer espetáculo. Deve-se cantar o canto certo na hora certa. O canto acompanha a ação litúrgica. Por isso deve estar integrado ao momento da celebração. Assim: o canto de entrada termina quando o presidente chega no altar; o canto de ofertório só tem sentido enquanto o padre apresenta as ofertas e o canto de comunhão durante a comunhão dos fiéis.

Lembrando que não obrigatoriamente até o final. Não se deve cantar todas as estrofes dos cantos, mas apenas as necessárias para acompanhar os ritos.
Os cantos devem ser escolhidos com critérios, apropriados para cada momento da celebração. Sobretudo nas partes fixas da missa: Ato Penitencial, Glória, Santo, Cordeiro de Deus. Esses cantos devem ser cantados inteiros.

Não é porque na letra do canto tem a palavra Santo ou Glória que seja adequado para aquele momento. Por exemplo: na hora do Santo, cantar o canto "O Senhor é Santo, Ele esta aqui..."; ou na hora do Glória, o canto "Na beleza do que vemos Deus nos fala ao coração..."; ou "João viu o número dos redimidos...". Há muitos cânticos, que, embora contendo uma mensagem linda, não são litúrgicos.

É louvável cantar os refrões da Oração Eucarística e, sobretudo, o Amém da doxologia final. Mas, é preciso que os cantores estejam atentos. O presidente da celebração deve ser avisado antes da missa sobre as partes fixas que serão cantadas: Ato Penitencial, Glória, Santo, Refrões da Oração Eucarística, Amém da doxologia, Cordeiro; tudo isso deve constar no roteiro. Quanto ao "Cordeiro de Deus...", quando não for cantado, deve ser iniciado por um cantor; ou, o comentarista, ou um ministro... Não cabe ao padre iniciá-lo. 

O canto não é patrimônio de alguns. Toda a assembleia deve cantar e não "assistir um grupo cantar". A função do grupo de cantos é ajudar o povo a cantar. Ninguém deve cantar no lugar do povo. É preciso também evitar cantos exclusivos de um ou outro movimento de espiritualidade. Os instrumentos musicais devem ser afinados antes e não quando a igreja já está repleta de gente. O mesmo se faça com o ajuste dos microfones.
O som dos instrumentos musicais não deve abafar a voz da assembléia, mas apenas sustentar o canto.  
                                                                                              
3.6 - Os leitores

Quando na Igreja se leem as Escrituras, é Deus que fala. O leitor empresta a sua voz a Deus. Conclui-se daí que os leitores devem preparar bem a leitura, isto é, a Proclamação. O leitor deve proclamar a Palavra de Deus e não apenas ler. As palavras devem nascer do coração e não apenas dos lábios. Por isso, é preciso escolher pessoas que leem bem. Os leitores usem trajes adequados para a celebração. O lugar adequado para as leituras é a Mesa da Palavra ou Ambão.

O leitor não se faça esperar. Coloque-se à Mesa da Palavra para iniciar a leitura sem demora, não deixando um 'vazio' na celebração. Não deve dizer: Primeira Leitura; Segunda Leitura; muito menos ler a citação bíblica. Mas iniciar diretamente a Leitura citando o Livro bíblico de onde foi tirado o texto: Profecia de...; Carta de São Paulo aos... A procissão solene da Palavra não precisa ser feita em todas as missas. O Lecionário deve ser levado na procissão de entrada por um dos leitores. 

Quando houver uma entrada solene da Palavra, que seja bonita e não demorada; as pessoas devem caminhar com naturalidade e não com passos de câmara-lenta. A Bíblia ou Lecionário usado na procissão deve ser usado para as leituras. Não tem sentido trazer um livro e ler a Palavra de Deus de outro. Não se leva a Bíblia no ofertório, porque a liturgia da Palavra termina com a Oração dos fiéis.

3.7 - O Salmista

O Salmo responsorial faz parte da Liturgia da Palavra e não pode ser substituído por outro canto. Cantado ou rezado, o Salmo Responsorial é a resposta à Leitura proclamada. De preferência deve ser cantado. O salmista canta ou lê o refrão e a assembléia repete. 

No início e no final ele pode cantar duas vezes o refrão. Depois de cada estrofe se repete o refrão apenas uma vez. No final de cada estrofe, o salmista pode levantar a cabeça para que a assembleia saiba que é sua vez de repetir o refrão. Evite-se repetir após as estrofes a ordem: "todos".


4 - A CELEBRAÇÃO

4.1 - As intenções da missa

Devem ser lidas antes do início da celebração. Se forem muitas as intenções, que sejam lidas alguns minutos antes do início da celebração. Não se deve retardar o início da missa porque alguém que chegou em cima da hora quer fazer sua intenção. É aconselhável orientar que os que desejarem fazer suas intenções cheguem antes, pois, normalmente, são sempre as mesmas pessoas. É bom separar as intenções: pelos falecidos, pedidos, agradecimentos... Evite-se as repetições dos sobrenomes e, sobretudo, a fórmula: "pela alma de...". É mais bonito dizer: "Nesta missa rezaremos pelo descanso eterno de nossos irmãos...."; ou, "Hoje rezamos por nossos irmãos/as falecidos...." "Pedimos ao Senhor por...."; "Agradecemos as graças recebidas...."

4.2 – Passos para uma boa acolhida antes de começar a Missa ou Celebração da Palavra.

Antes de tudo, saúda as pessoas com naturalidade e simpatia. Não deve ser uma simples leitura do folheto. É bom lembrar o domingo ou dia da semana em que celebramos: "Hoje celebramos o Vigésimo Domingo do Tempo Comum".


4.3 - Procissão de entrada
A ordem da procissão de entrada é a seguinte: A Cruz Processional, coroinhas, os leitores, MECEs,  e o celebrante. Nas missas com batizados, os pais podem entrar com as crianças logo depois da cruz. O sentido da procissão de entrada é lembrar que somos um povo peregrino em direção da casa do Pai. Significa também o desejo sincero de buscar e encontrar Deus.

Na Procissão de Entrada, devemos andar com passos normais e com boa postura. Não se deve correr nem caminhar devagar demais. A equipe de celebração deve entrar duas a duas e não uma na frente da outra. Durante a procissão de entrada, a Cruz ou o Lecionário/Bíblia deve ser levantado acima da cabeça. Ao chegar ao altar cada objeto deve ser colocado imediatamente no seu lugar. 

É importante que cada um saiba o lugar a ocupar no presbitério. Ao chegar em frente o altar, fazer genuflexão onde houver o Santíssimo e uma inclinação onde não houver. A procissão começa com o canto de entrada.

4.4 - A Liturgia da Palavra

Confira o que foi dito sobre os leitores.

4.5. Preces:

Devem ser produzidas pela própria equipe de Liturgia preferencialmente. Caso a Equipe não consiga elaborar as preces, pelo menos transcreve de uma fonte segura para uma outra folha que pode ser colocada na pasta das preces.

A resposta PODE ser cantada, caso a equipe de cântico julgue conveniente. Caso não seja cantada a resposta, o Ministério de Música deve comunicar à Equipe de Liturgia uma vez que a resposta a ser cantada deve ser a da Liturgia Diária.

4.6 - Apresentação das ofertas

Esse momento da liturgia chama-se APRESENTAÇÃO DAS OFERTAS e não "ofertório". A igreja oferece ao Pai o Corpo e Sangue de Jesus. Por isso, o verdadeiro ofertório acontece logo depois da consagração. Esse é o momento de apresentar os dons, sobretudo do pão e do vinho que serão o Corpo e Sangue de Jesus. Por isso, é importante apresentar o pão e o vinho que serão consagrados.

Apenas o pão e o vinho usados na celebração devem ser colocados sobre o altar. Se os objetos forem colocados diante do altar, é preciso tomar cuidado para não esconder o altar. As ofertas devem ser trazidas numa atitude de apresentação: à altura do peito, ou do rosto. Não é preciso ficar parado diante do altar mostrando-as à assembléia.

4.7 – Pós Comunhão
Se for feita uma ação pós comunhão deve ser feita logo depois da comunhão. “A Ação de Graças” deve concordar com o sentido da celebração. Ao contrário, as homenagens são feitas após a oração de conclusão da comunhão.

4.8 – Avisos
Os avisos devem ser feitos depois da oração que conclui a comunhão.

5. Música

O Catecismo da Igreja Católica aponta-nos que: “O canto e a música desempenham sua função de sinais de maneira tanto mais significativa por ‘estarem intimamente ligados à ação litúrgica’, segundo três critérios principais: a beleza expressiva da oração, a participação unanime da assembleia nos momentos previstos e o caráter solene da celebração. Participam assim da finalidade das palavras e das ações litúrgicas: a glória de Deus e a santificação dos fiéis.”

E se resta-nos alguma dúvida sobre o que é uma música litúrgica e, ao mesmo tempo, seu uso, a CNBB nos mostra de forma bastante clara: “Quanto mais uma obra musical se insere e se integra na ação litúrgica e em seus diversos ritos, ‘aqui e agora’, e na celebração comunitária, tanto mais é adequada ao uso litúrgico. Ao contrário, quanto mais uma obra musical se emancipa do texto, do contexto, das leis e ritos litúrgicos, muito embora se torne demonstração de arte e de cultura ou de saber humano, tanto mais é imprópria ao uso litúrgico”.

Assim, podemos perceber que o canto é extremamente importante na Celebração dos Santos Mistérios, de forma especial da Santa Missa e da Liturgia das Horas. A Igreja nunca deixou de afirmar, mas sempre salientou e o continua fazendo de que há uma maior nobreza e solenidade ao usar o canto da Liturgia, sendo a música sempre sua expressão profunda.

Como colocado acima, o canto é necessário e desejado sendo que, inclusive, por meio dele se atinge uma participação ativa e frutuosa na Missa. Porém, por mais que a Igreja incentive os cantos, não tolhendo nenhuma forma musical, ela nos concede uma liberdade para escolhê-los, dentro de normais gerias que, na verdade, nada mais são que expressões simples de bom senso daqueles que têm o ministério musical.

A primeira regra é que os cantos da Santa Missa devem ser escolhidos segundo o Tempo Litúrgico, a tônica da Celebração e seu próprio lugar dentro dela. A outra norma geral é que, há sempre necessidade de fidelidade às normas litúrgicas ao se escolher os cantos, especialmente ao não se substituir hinos litúrgicos por cânticos que falam uma o u duas palavras da forma original (não é porque um canto diz “Glória” que ele poderia ser usado no Hino de Louvor). Por fim, há uma terceira regra geral e que, de certa forma, gera as outras duas: é um direito de todo cristão católico ter música de boa qualidade e idônea na celebração da Santa Missa.

Ao falarmos de repertório, porém, recordamos que nem sempre se é possível achar um cântico bom (ou seja, que tenha conteúdo, melodia…) e que encaixe-se dentro de determinada parte da Santa Missa ou da Liturgia católica, por isso, a Igreja expressou-nos a sua preocupação atual sobre a música ao dizer que: “Portanto, é necessária uma renovada e mais profunda consideração dos princípios que devem estar na base da formação e da difusão de um repertório de qualidade. Somente assim se poderá permitir que a expressão musical sirva de modo apropriado a sua finalidade última, que ‘é a glória de Deus e a santificação dos fiéis”’.

Os instrumentos:
Fica à critério das comunidades e dos Ministérios de Música a escolha adequada dos instrumentos a serem utilizados. Levando em consideração que o instrumento deve ser adequadamente tocado e se dê prioridade a violões e teclados.  
(Paróquia São Pedro e São Paulo, 02 de agosto de 2015)

Catequese
(Paróquia São Pedro e São Paulo, 26 de fevereiro de 2012)

"A catequese é uma educação da fé das crianças, dos jovens e dos adultos, a qual compreende especialmente um ensino da doutrina cristã, dado em geral de maneira orgânica e sistemática, com fim de os iniciar na plenitude da vida cristã". Segundo O Novo Catecismo da Igreja Católica (1992) "no centro da catequese encontramos essencialmente uma Pessoa, a de Jesus Cristo de Nazaré, Filho único do Pai...                      
                        A finalidade definitiva da catequese é levar à comunhão com Jesus Cristo: só Ele pode conduzir ao amor do Pai no Espírito e fazer-nos participar da vida da Santíssima Trindade... Todo catequista deveria poder aplicar a si mesmo a misteriosa palavra de Jesus: 'Minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou' (Jo 7,16)" (Catecismo da Igreja Católica, 426-427). Em sua origem, o termo "CATEQUESE" diz respeito à proclamação da Palavra. O termo se liga a um verbo que significa "Fazer" - "Ecoar" (em grego Kat-ekhéo). Assim a catequese tem por objetivo último fazer escutar e repercutir a Palavra de Deus.                                                                                                             
Desta forma, é missão da Igreja anunciar o Evangelho em todo o mundo, mas, em primeiro lugar, a Palavra de Deus deve ser anunciada aos seus próprios membros. É dentro da Igreja que se desenvolve a formação de seus membros, para que possam depois anunciar a todos a Palavra de Deus. Quando se fala em catequese, muitos pensam na catequese que se prepara as crianças à Primeira Eucaristia. Catequese hoje não se deve confundir com o "dar catecismo".                                                                

A QUEM É DESTINADA A CATEQUESE

1. É destinada a todo o homem, de modo particular os pobres e os menos favorecidos (diretório geral para catequese pág. 172).
2. A todo batizado porque é chamado por Deus a maturidade da fé (diretório geral para catequese pág 175 nº 167).                                                                                           
 3. À comunidade cristã que é a origem, lugar e a meta da catequese (diretório geral para catequese pág. 251 nº 253).                                                                                              4. À comunidade eclesial de base (diretório geral para catequese pág. 259 nº 263)
5. Àqueles que desconhecem ou recusam a Deus (Catecismo nº 49).

MISSÃO DO CATEQUISTA

1. A missão primordial da igreja é anunciar a Deus e testemunhá-lo diante do mundo (diretório geral para catequese pág. 25 nº 23). Anunciar o reino de Deus como o próprio Jesus o fez sendo enviado (diretório geral para catequese pág. 37 nº 34)
2. Transmitir aos catequizandos a viva experiência que ele tem dos evangelhos (diretório geral para catequese pág. 65 nº 66)                                                                      
3. Conservar fielmente o evangelho a todos aqueles que decidiram seguir Jesus (diretório geral para catequese pág. 76 nº 78)                                                          
4. O Catequista dedica-se de modo específico ao serviço da palavra tornando-se porta-voz da experiência cristã de toda a comunidade (catequese renovada 26 pág. 55 nº 145)

A CATEQUESE É UM MINISTÉRIO, PORTANTO UM SERVIÇO

          A Catequese é uma prioridade em toda a Igreja, “A Catequese é uma urgência. Só posso admirar os pastores zelosos que em suas Igrejas procuram responder concretamente a essa urgência, fazendo da catequese uma prioridade” (João Paulo II, encontro com os Bispos em Fortaleza 10/07/1980).                                                                  
            A Igreja precisa de catequistas, porém, catequistas conscientes com a missão de:



Questões práticas relativas aos Sacramentos na Paróquia São Pedro e São Paulo

(Paróquia São Pedro e São Paulo, 26 de fevereiro de 2012, alterado em novembro de 2015)



Algumas decisões devem ser tomadas pelo próprio padre em vista de necessidades pastorais e catequéticas apresentadas pela paróquia ao longo destes dois últimos anos. Abaixo seguem, em relação a cada Sacramento aquilo que foi decidido pelos padres e que se aplica a toda a Paróquia.

Batismo

Em nossa paróquia o Batismo é celebrado dentro das missas da Igreja Matriz de São Pedro e São Paulo.

Para que se recebe o sacramento do Batismo é necessário que pais e padrinhos participem de duas reuniões. Nenhuma pessoa pode alegar que sua vida em comunidade lhe dispensa das reuniões, pois ao final da segunda reunião é entregue um comprovante de participação que não pode ser entregue sem a devida participação. Sem este comprovante, não é possível batizar conforme determinação da Região Várzea onde esta paróquia é situada.

Os catequistas para o Batismo possuem um subsídio para os dois encontros e este deve ser aplicado, dependendo da realidade das comunidades poderia até mesmo ser acessível aos pais e padrinhos. Possuem também um subsídio sobre o sacramento do Batismo para lhes dar suporte necessário sobre o Sacramento do Batismo. Como acréscimo ao pequeno Regimento de Catequese apresentado aos catequistas e que aqui se encontra de forma integral acrescentamos que:



1.      Para que uma criança receba o Sacramento do Batismo ela tem que ter menos de sete anos. De sete anos até os treze, ela deve passar pela preparação catequética para a Primeira Eucaristia.

2.      Para que alguém maior de catorze anos receba o Batismo, deve passar pela preparação para o Sacramento da Confirmação e assim, completar o ciclo da iniciação cristã.

3.      Os padrinhos que convivem maritalmente, devem ser casados na Igreja.


Crisma

O sacramento da Confirmação será vivido nesta paróquia a partir da seguinte estrutura:

1. Os inscritos que tiverem cinco faltas, estão automaticamente dispensados. Apenas causas acadêmicas, de saúde e de trabalho são consideradas justificativas. A Paróquia solicitará em seu nome as lembranças de Crisma e os catequistas se organizarão com seus crismandos a melhor forma de adquiri-los;

2. A roupa para o Sacramento será calça jeans para os rapazes, camisa polo branca e vestido branco para as meninas. 

3. A idade para este sacramento é de 14 anos completos no início da preparação;

6. O subsídio a ser apresentado pela Paróquia dura um ano. Este é o tempo para a preparação.

7. Sobre os que estão acima de 14 anos e ainda não são batizados, nem fizeram a primeira comunhão, os monitores, a coordenação de catequese e o padre acharão a melhor forma de administrar os sacramentos, valendo dizer que os três deveriam ser recebidos juntos neste caso, todavia, necessidades pastorais não permitem.



 Eucaristia
Pré- catequese



Em torno da Eucaristia, a Paróquia possui uma pré-catequese regida por um subsídio que já está disponível a todas as comunidades. Valendo lembrar apenas:

1. O subsídio deve receber o toque criativo de cada catequista;

2. A pré- catequese não tem por finalidade conteúdos, e sim a familiaridade com Jesus, a Igreja e os irmãos desde pequeninos.

3. A idade de início da Pré- catequese é cinco anos completos; esta idade constitui uma etapa uma vez que temos materiais para duas etapas;

4. Quando a criança completa seis anos, tem início a etapa dois da pré- catequese que dura mais um ano, sustentado pelo subsídio.

5. Caso a criança complete sete anos, e o catequista ache que ainda não é tempo para a catequese de primeira eucaristia, tem o direito de comunicar à Coordenação e assim teremos mais um ano de pré-catequese. Para esta eventualidade, o catequista solicite à coordenação mais um livro para a pré-catequese;

Primeira Eucaristia

A formação para a Primeira Eucaristia dura também em média um ano. Devemos lembrar que:

1. É obrigação dos catequistas marcarem reunião com os pais dos catequizandos. Pelo menos a cada dois meses. Bem como é obrigação dos catequistas de cada comunidade estabelecerem um encontro entre eles e elas.

2. O subsídio oferecido pela Paróquia deve ser utilizado, e isto não dispensa outros materiais utilizados pelos catequistas.

3. Conforme calendário estabelecido, possuímos um período fixo para a celebração da Primeira Eucaristia. Este ficou sendo o tempo Pascal. Momento adequado para que todas as nossas crianças recebam Jesus pela Primeira vez!

4. As crianças que não foram batizadas, o serão no mesmo dia da Primeira Eucaristia.

*Pais e padrinhos devem estar conscientes do que se fala sobre o Batismo.

5. A roupa para a Primeira Comunhão é calça jeans para os meninos– a cor a se definir entre os pais e os catequistas – e camisa branca. Vestido  branco para as meninas.


Perseverança


            Também para este período da catequese a Paróquia adquiriu um subsídio para dois anos de Perseverança. No mês de fevereiro será apresentado um projeto que une a Perseverança com uma dimensão mais missionária em nome da vida da Igreja, uma vez que determinadas comunidades já fizeram esta saudável união.

Uma coisa que é válida a todos os catequistas é que tentem evitar horários impróprios para a catequese, evite-se também estar mudando horários, o que dificulta a participação de crianças e adolescentes.Tudo aquilo que aqui não foi contemplado, seja decidido entre os catequistas e a coordenação de catequese.

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Queria dizer que...

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